Na última sexta-feira, 25/06/2021, sextei na solidão de minha vida digital pandêmica: fiz uma festa junina sem aglomerar. Televisor, duas minicervejas, quibe assado e pipoca, das 19h às 22h, na área de minha casa, um reduto bem arejado.
Sozinho mesmo, pois minha companheira gosta de
novelas. Não podia passar em branco, aglomerar jamais, nem parentes e nem
vizinhos. Eu me lembrei com saudades da mesmice das festas dos santos de junho
nas escolas. O cotidiano da vida é vingativo, dói na gente quando nos falta.
Na primeira parte da noite, ouvi Michel Teló
comemorando São João, cantando os modões caipiras. Organizou seu repertório
didaticamente, na linha do tempo, explicando a evolução do gênero, cantando de
Tonico e Tinoco a Luan Santana. Parecia a palestra do professor Romildo Santana
sobre "Literatura e música caipira". Voltei às minhas raízes.
O crooner começou garoto na banda
Tradição, de Campo Grande-MS, fazendo bailes por várias vezes nas noites
araçatubenses. O loirinho simpático.
Na segunda parte da noite, sem saber fazer a Capelinha
de Melão, tradição da festa de São João no Nordeste, a minha festa junina
particularíssima foi patrocinada pelo Bradesco, uma live de
São João com Alceu Valença, cantor pernambucano. Curti as raízes do Brasil.
Ninguém sabe se canta MPB ou rock, mas o velhinho ainda encanta os jovens com o
hibridismo de seu ritmo.
Então, caro leitor, não pude lhe oferecer texto mais
substancioso, pois a vida do cronista anda meio restrita nessa pandemia de
covid-19, mas dizem que o bom jogador dribla o adversário num metro quadrado.
Não é o meu caso, estou tentando.
Hélio Consolaro é membro da Academia Araçatubense de Letras e mentor do Grupo Experimental.


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