BOOW...DEU BRANCO!
Sabe aquela ocasião na vida, em que
há uma prova importante ou uma entrevista de emprego, até mesmo um encontro com
o crush, e na “hora H” dá um branco, aí não sabemos o que fazer, nem o que
pensar. Essa cena constrangedora é mais comum do que imaginamos, muita gente já
passou por isso. Basta um stress agudo e “BOOW”, lá vai a segurança do
pensamento!
As faculdades mentais são o sistema
utilizado por cada indivíduo civilizado, do contrário as emoções regeriam nossas
atitudes na sociedade, imagina...
Há um ditado popular que diz: “Quando
a cabeça não pensa, o corpo padece”. É justamente o que vai acontecer se a
cabeça/mente que acessa as memórias, pensamentos, reflexões, elabora as ideias
e etc., não funcionar!
De certa forma “o branco” não é
considerado um problema, é até desculpável em algumas ocasiões, pois tudo o que
pensamos e fazemos exige muito de nossa capacidade mental; e com a evolução
exponencial da tecnologia e informação que nos cerca, o dia a dia cobra de cada
um, grandes esforços, ou seja, forte pressão externa, dependendo do quanto
acentuada e contínua, essa pressão pode comprometer a saúde mental.
Porém, havendo sintomas, como: falta
de energia, desinteresse, isolamento, tristeza profunda, agressividade, apatia;
pode ser um sinal de que algo está errado! E é natural lutar contra isso! Mas
nem todos tem essa determinação, e quando esses e outros sintomas se agravam, é
hora de pedir socorro. Do contrário, automaticamente a pessoa vai entrar no que
particularmente chamo de DSCM “Desconfiança de Suas Capacidades Mentais”.
As pessoas a nossa volta, esperam que
estejamos plenos de nossas capacidades cognitivas, ninguém consentirá, em ser
operado por um médico que está embriagado. Assim, qualquer mudança comportamental
implicará em desconfiança por parte das pessoas, não vão dizer abertamente, mas
vai haver um tratamento diferente, algo como: coitadinha, incapaz, e o pior é
que com o tempo poderemos ser convencidos disso, e aceitar como condição, aí
está o problema, como muitos hoje, que entraram no túnel da alienação mental.
Por algum tempo, pensei que essas
atitudes das pessoas se tratava de preconceito, mas acredito que isso se dá por
conta do medo, sim medo! Em muitos estudos de casos, e análises psicanalíticas,
é comum a evolução de pequenos fatos e acontecimentos na vida de um indivíduo,
migrarem para grandes problemas mentais e psicológicos. Pela desinformação e o
medo das pessoas próximas, pela sua dificuldade em lidar com o diferente, o
diferente causa medo por não ser igual.
Convenhamos,
de perto ninguém é normal!
O preconceito sobre problemas
mentais, é herança de séculos anteriores e instalou-se na sociedade. Sim o medo
da loucura! Duas frases que são rotineiras e automáticas na fala popular: “Você
é louco?”; “Eu não sou louco!”; segundo a psicanálise a negação traz um pano de
fundo curioso, e uma celebre frase de Freud vem à tona, quando diz: “Quando Pedro me fala sobre Paulo,
sei mais de Pedro que de Paulo”. Assim sendo, é preciso que todos tenham
uma atenção e um cuidado com sua saúde mental, de uma hora para a outra a
pessoa pode adoecer, mas o fato é que antes da doença se instalar, o corpo já
dá indícios de que as coisas não estão bem.
A campanha Janeiro Branco é uma ação conjunta com as
autoridades, servidores e a população para promover a informação e o
diagnóstico de pessoas que sofrem problemas mentais, esse empenho em conjunto
ajudará a fazer da vida de muitas pessoas mais azul!
CALHAMAÇO
Pena ou lápis, caco de telha no chão risquei
No cimento queimado, amarelinhas desenhei
Esses também ao volume somei
Sujas disformes páginas de vida acumulei
Rotas e trajetórias, passo a passo caminhei
A tiracolo, lápis, borracha e no caderno escrevinhei
Entre tapas e beijos, amores bem jovem experimentei
Semelhante a um barquinho de papel afundei
No altar em juras de amor, sem ler papéis assinei
Ao ler o contrato, desiludido o rasquei
Em folhas novas um novo capitulo iniciei
Resumo da ópera, uma lição assimilei
Quanto mais pesado o calhamaço, mais autor dele serei!
CALHAMAÇO
Pena ou lápis, caco de telha no chão risquei
No cimento queimado, amarelinhas desenhei
Esses também ao volume somei
Sujas disformes páginas de vida acumulei
Rotas e trajetórias, passo a passo caminhei
A tiracolo, lápis, borracha e no caderno escrevinhei
Entre tapas e beijos, amores bem jovem experimentei
Semelhante a um barquinho de papel afundei
No altar em juras de amor, sem ler papéis assinei
Ao ler o contrato, desiludido o rasquei
Em folhas novas um novo capitulo iniciei
Resumo da ópera, uma lição assimilei
Quanto mais pesado o calhamaço, mais autor dele serei!
Companheira
fiel, comigo está a todo instante.
No
leito ou banho, onde for, não há distância entre nós.
Impossível
ignorar sua presença, como me esquecer delas.
Sim,
elas, que têm de mim, cada uma sua parte.
Já
tentei remediar, mas por fim, inesquecíveis, as assumi...
...a
insistente dor de cabeça e a incessante dor muscular.
Biografia
Nivanei Gomes, mora em Araçatuba-SP,
é psicanalista, teólogo, escritor e artista plástico. Faz atendimentos psicanalíticos, se dedica a produção de textos científicos e literários. Nas artes plásticas, trabalha com telas, desenhos, esculturas e entalhe em madeira. Membro do Grupo Experimental.psi.nivanei@gamail.com




Nivanei Gostei do do texto muito bom. Eu leio os textos mas não sou boa para fazer comentários. Prazer em conhecê-lo.
ResponderExcluirOlá. Só tenho a agradecer por ler, e me sinto lisonjeado por gostar. Obrigado!
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