POESIA
De vez em quando
De vez em quando fico triste
Penso muito que fazer
De outras estou alegre
E oro para esquecer
O passado é fúria obtida
Que marcou forte o meu ser
Às vezes, penso...
Que errei no que fazer
E assim se vai o dia
Entre a fé e a razão
A vida me levando para a morte
E a morte devolvendo o meu coração
Do barro pra luz
Do barro vim
Pro barro volto
Na arte divina
Que tudo suporta
Em lama, sujo
Por querer o pecado
Sobrevivo na vida
Ao querer ser amado
Em traços de adeus
Murmura o presente
Ao olhar pro passado
Vejo tudo inocente
Na carne do barro
Depuro meu ser
Terei meu milagre
Ao aprender a viver
Goteja meu suor
Na dor do amor
Suspiro na vida
A esperar no Senhor.
Firmamento
Se o firmamento é o olhar de Deus
As estrelas são sua luz
Se a vida é o sopro da Providência
A respiração é o enigma da ciência
Se o corpo é pó que tudo acaba
A alma é a vida que se revela
Se os olhos é o espelho da alma
As lágrimas são a voz de toda dor.
Minha alma
Ao olhar a minha alma
A vejo inquieta
Parece luz viva
refletida numa fresta
Ao olhar a minha vida
Ela diz que não reclama
Que é escrava convertida
E sangra para quem se ama
Ao olhar meu coração
O vejo transformado
É luz que tudo brilha
Mesmo sendo machucado
Ao olhar para este mundo
Quero a todos alegrar
E dizer que o "adeus"
Não existe a quem amar
PROSA POÉTICA
Arte
Arte humana o que será que retrata?
A vida em cores baseada em fato?
Arte humana / qual é a sua dor?
A forma esdrúxula? Ou a vida sem cor?
Arte da vida quão vão ainda és... Pois mostra o belo de algema nos pés
Confuso amor no ardor da paixão / ao ser só servil / estarei na ilusão
Ah! Incógnita do mundo/ anseia-me qual cor! Pinto-te de branco ou no vermelho do amor?
É surreal, o bem do seu mal? Mas / irei auscultar pra curar todo mal
Maldito és tu inocente desejo / pois sabe abater um sublime desejo
Arte que fala ao coração malogrado / confuso na dor e no querer desalmado
Ah! Divina comédia / nao sabe criar? Pois veloz e medíocre só sabem chorar
Na arte humana sou um só autor / pois revelo ao mundo o desejo do meu criador
Escravizada a vida, ao amor e a arte / modelo as formas nos enigmas da morte
Arte da palavra, da pintura e da cor, sois estados de alma para os olhos do amor
Separo o belo do meio do jardim / por enxergar o amor que tiraram de mim
Na arte humana misturo às matérias / e retiro da fronte a essência das feras
Na beleza humana a agrura me fere / pois a arte protege-me do pó que me deram
Arte que cria a beleza da vida / sua dor é humana em carne vencida
Sou um colibri, no cântico da dor / na arte desta vida, insisto no amor
BIOGRAFIA
Antônio Teodoro Filho, nasceu no dia 11/12/1965, na cidade de Aparecida do Taboado, MS. Profissão: cabeleireiro e vendedor. Autor do livro Essência, Casado com Izumi, dois filhos.


Parabéns.. poemas muito profundo. Retrata realmente uma história de resiliência e superação.
ResponderExcluirSim!
ExcluirGosto de escrever com profundidade, pois as técnicas embelezam e esclarecem, mas o amor é que enobrece.
Lindos poemas.
ResponderExcluirMuito bem, Tony. A prática constante leva ao aperfeiçoamento. Siga em frente.
ResponderExcluirParabéns por ter esse dona é saber praticali👏👏👏👏
ResponderExcluirGRATO! Sim me realizo no que escrevo.
ExcluirParabéns Tony... Sucesso sempre 😘
ResponderExcluirParabéns Amor,que tenha muito sucesso
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