Tony Teodoro


POESIA

De vez em quando

De vez em quando fico triste
Penso muito que fazer
De outras estou alegre
E oro para esquecer

O passado é fúria obtida
Que marcou forte o meu ser
Às vezes, penso...
Que errei no que fazer

E assim se vai o dia
Entre a fé e a razão
A vida me levando para a morte
E a morte devolvendo o meu coração


Do barro pra luz

Do barro vim
Pro barro volto
Na arte divina
Que tudo suporta

Em lama, sujo
Por querer o pecado
Sobrevivo na vida
Ao querer ser amado

Em traços de adeus
Murmura o presente
Ao olhar pro passado
Vejo tudo inocente

Na carne do barro
Depuro meu ser
Terei meu milagre
Ao aprender a viver

Goteja meu suor
Na dor do amor
Suspiro na vida
A esperar no Senhor.  

Firmamento

Se o firmamento é o olhar de Deus
As estrelas são sua luz
Se a vida é o sopro da Providência
A respiração é o enigma da ciência

Se o corpo é pó que tudo acaba
A alma é a vida que se revela
Se os olhos é o espelho da alma
As lágrimas são a voz de toda dor.

Minha alma

Ao olhar a minha alma
A vejo inquieta
Parece luz viva
refletida numa fresta

Ao olhar a minha vida
Ela diz que não reclama
Que é escrava convertida
E sangra para quem se ama

Ao olhar meu coração
O vejo transformado
É luz que tudo brilha
Mesmo sendo machucado

Ao olhar para este mundo
Quero a todos alegrar
E dizer que o "adeus"
Não existe a quem amar

PROSA POÉTICA

Arte

Arte humana o que será que retrata?
A vida em cores baseada em fato?
Arte humana / qual é a sua dor?
A forma esdrúxula? Ou a vida sem cor?

Arte da vida quão vão ainda és... Pois mostra o belo de algema nos pés

Confuso amor no ardor da paixão / ao ser só servil / estarei na ilusão

Ah! Incógnita do mundo/ anseia-me qual cor! Pinto-te de branco ou no vermelho do amor?

É surreal, o bem do seu mal? Mas / irei auscultar pra curar todo mal

Maldito és tu inocente desejo / pois sabe abater um sublime desejo

Arte que fala ao coração malogrado / confuso na dor e no querer desalmado

Ah! Divina comédia / nao sabe criar? Pois veloz  e medíocre só sabem chorar

Na arte humana sou um só autor / pois revelo ao mundo o desejo do meu criador 

Escravizada a vida, ao amor e a arte / modelo as formas nos enigmas da morte

Arte da palavra, da pintura e da cor, sois estados de alma para os olhos do amor

Separo o belo do meio do jardim / por enxergar o amor que tiraram de mim 

Na arte humana misturo às matérias / e retiro da fronte a essência das feras

Na beleza humana a agrura me fere / pois a arte protege-me do pó que me deram

Arte que cria a beleza da vida / sua dor é humana em carne vencida

Sou um colibri, no cântico da dor / na arte desta vida, insisto no amor  


BIOGRAFIA
Antônio Teodoro Filho, nasceu no dia 11/12/1965, na cidade de Aparecida do Taboado, MS. Profissão: cabeleireiro e vendedor. Autor do livro Essência, Casado com Izumi, dois filhos. 

tonyteofilho@gmail.com



8 comentários:

  1. Parabéns.. poemas muito profundo. Retrata realmente uma história de resiliência e superação.

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    1. Sim!
      Gosto de escrever com profundidade, pois as técnicas embelezam e esclarecem, mas o amor é que enobrece.

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  2. Muito bem, Tony. A prática constante leva ao aperfeiçoamento. Siga em frente.

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  3. Parabéns por ter esse dona é saber praticali👏👏👏👏

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  4. Parabéns Tony... Sucesso sempre 😘

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  5. Parabéns Amor,que tenha muito sucesso

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